10.7.19

Manuel Carvalho, diretor do Público, partiu a cerviz

A coerência, só por si, não faz parte da lista dos princípios éticos de uma sociedade. Há, no entanto, situações em que ela é fundamental para a credibilidade das pessoas e/ou das instituições.
No curto espaço de seis meses, este diretor de um jornal deu uma cambalhota de 180 graus e quebrou a cerviz da sua coerência profissional.
A intelectual Fátima Bonifácio e o arruaceiro Mário Machado: a mesma pulsão racista.
Para este conhecido jornalista, o racismo da cátedra universitária é muito diferente do racismo dos becos.

"As bestas do extremismo andam por aí e  trágico fechar-lhes os olhos; mas trazê-los para a primeira ordem de prioridades e dar-lhes a representatividade que não têm pode não ser tragédia menor."



" No caso em concreto estava em causa um texto de uma intelectual consagrada, cujas teses rejeitamos mas julgámos caberem nos limites da liberdade de expressão"

7.7.19

O grande senão: as grades.

"Governo vai gastar 120 milhões de euros para remodelar algumas prisões. Vão ter quartos, árvores e relva. Grades só nas janelas. "

in Expresso Curto

Por cada prisioneiro feliz esvoaça uma andorinha.
Não é a medida, é a formulação da  notícia que é tonta.

1.7.19

Arte Urbana

Uma pintura mural que retrata a célebre “Batalha do Bussaco” passou a ilustrar um talude na entrada nascente de Vale de Açore, no final do viaduto.
A obra é da autoria de Odeith (nome artístico), um renomado e multipremiado artista a nível nacional e internacional, com obras realizadas em todo o Mundo. Natural da Damaia (Amadora), Sérgio Odeith fez um percurso de evolução no grafiti, aprendeu, desenvolveu e criou um estilo próprio, sendo hoje considerado um dos melhores artistas do mundo na arte dos graffiti.
Em Portugal é autor de inúmeras obras, algumas das quais retratam figuras de relevo nacional, como Fernando Pessoa, Amália Rodrigues, Eusébio, Vasco Santana, Carlos Paredes, Zeca Afonso, Nicolau Breyner, entre outras. Entre as figuras de dimensão mundial que já retratou pode-se enumerar o cantor Louis Armstrong, o ativista Martin Luther King, o pugilista Muhammad Ali. No estrangeiro, podemos encontrar obras da sua autoria em lugares como Austrália, Estados Unidos, Europa, Dubai, Israel, América do Sul. “Já fiz tantas obras que já não me lembro de todos os lugares onde se encontram”, conta.
Los Angeles, Charleston, Lexington, Louisiana, Kentucky, Carolina do Sul, são alguns dos locais nos Estados Unidos onde já deixou a sua marca. No seu currículo contam-se também obras executadas para grandes marcas comerciais, como Coca-Cola, Samsung, Shell, Microsoft. Para o canal História recriou a visão apocalíptica do “Fim do Mundo”.
Muitas das suas obras recorrem à técnica da ilusão ótica, à dimensão tridimensional, um trabalho a que é dado o nome de arte “anamórfica” ou anamorfose. Uma técnica que combina ângulos, linhas e sombras para dar o efeito extraordinário do híper-realismo, a impressão das imagens estarem em movimento ou a saltarem das paredes.
Segundo o artista, a arte urbana veio para ficar. “É uma coisa que com o tempo se foi tornando popular, há 20 anos atrás era impensável alguém ser convidado para pintar uma parede de um edifício, um comboio. Os artistas começaram também a construir um tipo de arte mais elaborado, mais criativo”.
Durante a execução do trabalho, que durou uma semana, o artista teve oportunidade de ver a reação do público. “As pessoas quando aqui passavam faziam gestos de aprovação, paravam para ver, tiravam fotos. Esse reconhecimento é o mais importante para o artista”, diz.
O desafio lançado ao artista pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Mortágua (CPCJ) teve um objetivo pedagógico, o de sensibilizar os jovens para o que é verdadeiramente arte urbana ou “street art” e mostrar que por detrás dela existe técnica, estudo, mensagem e enquadramento na paisagem envolvente. Quando assim não acontece, estamos perante mera poluição visual e ambiental. Sendo feitas em edifícios públicos, sem autorização, traduzem-se ainda num ato de puro vandalismo, configurando um crime público punido por lei. Enquanto a arte urbana valoriza o espaço público, os autores de “rabiscos” e “pixagens” limitam-se a sujar paredes, a causar danos no património, sendo necessário esclarecer que nada disso é arte.
No mural agora executado, além do trabalho artístico e criativo, há que mencionar os elementos simbólico e cultural, associados à representação de uma parte importante do passado e da memória coletiva dos Mortaguenses (a passagem das Invasões Napoleónicas no concelho).



Fogos regados a gasolina

Quando não  se tem cão,  caça-se com gato. E o tempo que não está de feição para atiçar fogos... Nanja por isso! Já o poeta bradava,...