8.6.18

Bufett de assuntos

A dispersão é grande. Os interesses, as ideias vão e vêm como as ondas em movimentos perpétuos. Tudo se esgueira pelas frinchas do tempo. Sem corpus. Sem consistência. 
Escrever só por escrever, dar anima ao blog...Não.
Fazer um rol (termo que, infelizmente, tal como lista, está a ser destronado pela nova-rica e sonante elencagem) talvez ajude a organizar temas e ideias:
                
1.a) "...verifica-se (há) um retrocesso civilizacional..."
  b) "...há que engrossar a voz..."
Duas frases iguais, uma (a) no âmbito da discussão sobre a Eutanásia e outra (b) no âmbito de cortes nas verbas comunitárias para a agricultura, proferidas a uma só voz pelos líderes do CDS e do PCP. Tão amiguinhos que eles são,e sempre foram, e a demonstrar que os opostos se atraem.               

2."... melhor preparado"; "melhor sucedido". Não! Está errado!  Escreva-se e diga-se: mais bem preparado e mais bem sucedido. Tal como, muito naturalmente, se diz "isto está mais bem feito" ou "ela é mais bem educada". Nota-se um excesso de zelo na boca e pena de muito boa gente que interiorizou que "mais bem" é uma frioleira de analfabetos.

3. Ouvir a Cristas a botar faladura, populista, sobre agricultura e arrendamentos em Lisboa é de nos virarmo-nos do avesso e perguntar à criatura se ela bateu com a cabeça nalguma esquina, ou se anda a snifar substâncias adulteradas!

4. São imensos os exemplos que diariamente leio, e também  ouço algumas vezes, de erros elementares com o verbo haver:
* " podem haver pessoas", ou seja, "hão" pessoas?!
" vão haver situações que..." ou seja, "haverão" situações?!
Nos transportes? No mercado? Nas ruas? 
Não! Nos jornais, tv's, isto é, nos media em geral que, à sua maneira, têm uma função pedagógica. 

5. Há uns anos "atrás". Este reforço semântico sob a forma de penduricalho redundante pegou de estaca. Anda democraticamente na boca e pena de quase toda a gente.

6. Têm morto ou têm matado?
Pelo amor da santa! Morto ficou o que foi alvo da violência, ou tiro, do outro!

Ter matado: têm matado muitas abelhas velutinas.

Ser/estar/ficar morto: muitas abelhas velutinas têm sido mortas, foram mortas, estão mortas.

O mesmo se passa com ter aceitado/ser aceite; elegido/eleito; prendido/preso; salvado/salvo...

7. Andam por aí uns medonhos "encarregue" e "empregue"à solta que fazem as delícias de muitos e, uma vez mais,  à cabeça destacam-se os jornalistas. Ah...profissão passenta e sem filtro! O culpado é o discreto "entregue" que contaminou os outros. 
Erro crasso que se vai infiltrando até ao momento em que os rufias da língua te olharem sobranceiramente ao escutar-te um "encarregado" e irão sorrir, piedosos.


8. Gossip. Em inglês soa melhor.
Qual o propósito de uns seres errantes que andam de blogue em blogue onde largam, aqui e além, pequenas frases descontextualizadss e que demonstram que não perceberam pevas do que leram? Não me refiro a estar de acordo, ou não, com a mensagem do post, não, é mesmo atirar para o zig quando se está no zag...Então se houver ironia pior um pouco! E ainda deixam uns links em forma de frases e que eu comparo, nem sei bem por quê, ao muco, à ranhoca transparente que as lesmas largam quando se movem...como que à espera que o pessoal siga aquele rastro de purpurinas. São uma espécie de Jeovás virtuais que andam de blogue em blogue a angariar seguidores.
Pronto. Avisei.

9. "Quando se tem direito a ajudas de custo?
Os trabalhadores que exercem funções públicas, quando deslocados do seu domicílio ​necessário por motivo de serviço público, têm direito ao abono de ajudas de custo e transporte, conforme as tabelas em vigor. 
As ajudas de custo são assim obrigatórias no setor público. "

Pelo contrário, os professores pagam do seu bolso todas as deslocações que fazem de âmbito profissional, muitas na ordem das dezenas e dezenas de quilómetros por dia. 
O grande privilégio desta classe profissional é que, por lei, "reside" na área da escola, logo, sem direito a ajudas de custo.

10..."para todas as crianças que até aos 18 anos" e depois espantamo-nos se os filhos aos trintas e tais ainda nos puxam pela saia, e que em Portugal a saída do ninho é cada vez mais tardia...blá, blá,  blá...
Pois.

Isto hoje foi como as cerejas, já que o tempo é delas.
Para posterior, e improvável discussão ( piada ao meu amigo "Reflexos"😀), é favor tirar a senha com o respetivo número, não vá isto ficar mais confuso do que já está! 

Bom fim de semana!



2 comentários:

  1. Gostei muito deste post, Célia. Um pretexto para uma boa reflexão. Obrigado
    Beijinho e bom fds

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  2. Obrigada, Carlos.
    De hora a hora há tanta coisa a acontecer que nós andamos, zombies, entre os espantos e as raivas...que quase nos roubam o discernimento e as palavras.
    Bom domingo.
    Beijo

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