24.3.18

A bota não bate com a perdigota

O título deslizou debaixo dos meus olhos "A cultura da ignorância" e logo cliquei no texto. Ávida, à medida que o lia mais me identificava com a mensagem crítica nele exposta.
Ainda ontem estive com um par de amigos a discutir como a ignorância está a sair bem mais cara que a cultura, como há muito concluiu Derek Bok, e as redes sociais são a grande amostra disso. Ali vaza tudo, ninguém sabe nada mais do que ninguém e numa confusão entre democracia e liberdade opinativa predomina o tal "achismo", diluindo-se, assim, o conhecimento de referência.
E, nem de propósito,  dei hoje com este texto. Haverá já algum algoritmo telepático?
Finda a leitura, busquei pelo autor. Caiu-me o queixo. Como é que alguém que inicia a sua crónica assim:
"Nunca foi tão perceptível, a falta de mundo e de preparação e solidez cultural, da classe dirigente portuguesa. A ortodoxia dos números é a cultura inculta de que alguns se alimentam." esconde este esqueleto no seu armário?
Sim, trata-se de Feliciano Barreiras Duarte.

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