28.2.18

Não é bonita, mas sabe bem!

A semana da lampreia. Clientes certos nesta data, lá fomos nós marcar presença. No concelho de Penacova vários são os restaurantes que aderem a esta iniciativa anual  que atrai muitos forasteiros. Ao longo dos anos fomos experimentando os diferentes restaurantes que se especializam neste manjar,  que me desculpem os que detestam, e este ano fomos ao Casimiro que fica em Silveirinho, ali quase encostado à ponte sobre a Barragem da Aguieira.
O arroz, mesmo sem a lampreia, é divinal!
A oferta é a mesma em todos os restaurantes: arroz de lampreia, acompanhado com grelos cozidos e um pastel de Lorvão ou uma nevada de Penacova.  22 € cada dose, cujo preço triplica fora da Semana gastronómica.







25.2.18

Há algo que está a escapar-me...

A Autoridade Tributária usou os e-mails dos contribuintes - fornecidos para notificações fiscais - a avisar:

Antes que seja tarde, antes que o atinja a si, limpe o mato 50 metros à volta da sua casa e 100 metros nos terrenos à volta da aldeia.” Esta é uma das primeiras frases que se podem ler no email que a Autoridade Tributária (AT) está a enviar aos contribuintes, pedindo-lhes que limpem os terrenos.

Se não o fizer até 15 de março, pode ser sujeito a processo de contraordenação. As coimas podem variar entre 140 a 5 mil euros, no caso de pessoa singular, e de 1500 a 60 mil euros, no caso de pessoas coletivas”, acrescenta o Fisco.» [Observador].


E, pelo que leio por aí, tem sido um alvoroço porque a AT teria cometido um abuso ao usar os endereços de e-mail com um outro fim.
Rematado disparate, a meu ver. Numa altura em que há já tanta informatização estes pruridos são extemporâneos. As informações / avisos serão mais céleres e abrangentes. Tantos senões com este "abuso" por parte das instituições ministeriais, até parece que não são credíveis e " devemos ter cuidado e saber a quem damos o nosso endereço de e-mail",  li eu algures.
Acho bem que o governo central, local e outro usem o correio eletrónico para comunicar com os cidadãos. 
Obtermos informações pelos jornais que optam por opinar, em vez de informar, ou esperar que os CTT nos façam chegar sã, salva e atempada a correspondência, preferimos o quê? 
Virgens ofendidas e infoexcluídas não gostam?
Habituem-se!






18.2.18

Bipolaridades

1. "Em três anos, desde que o Governo PSD/CDS-PP tomou posse, o Estado perdeu cerca de 80 mil funcionários públicos. Para 2015, está previsto o despedimento de mais 12 mil pessoas.
A redução de funcionários públicos foi o dobro do que a troika exigia e que era uma redução média de 2%, mas em três anos a Administração Pública perdeu, no total, 79 898 trabalhadores, o equivalente a 11%."

Isto foi notícia dos jornais no início do ano de 2015.
Como resultado desta redução acéfala,  verifica-se agora falta de pessoal na Saúde, Educação, Polícias e noutros setores da administração pública. 
Os mesmos que defenestraram 79 898 funcionários públicos andam agora a criticar o governo pela degradação dos serviços públicos.  E se o governo tenta resolver a situação lemos, por exemplo, no Dinheiro Vivo, na rubrica sobe&desce, e António Costa com a seta descendente: 
"Há vários anos que um objetivo dos governos passa por diminuir o número de funcionários públicos. Mas a tendência foi quebrada pelo governo de António Costa em 2015. Desde a entrada em funções do atual executivo que há mais 10 mil funcionários públicos com crescimento consecutivo nos últimos três anos."
Incrível! 
Será que Escolas, Hospitais, Polícias, etc, foram privatizados? Afinal quem trabalha nesses setores, que tão fustigados têm sido pelo deficiente serviço prestado exatamente por falta de recursos humanos?
Anda tudo em crise de bipolaridade?

2. Cavaco Silva voltou à ribalta e parece aquela garrafa do vinho do Porto cuja rolha entrou de lado, deixou entrar ar e o vinho azedou.
A idade e a experiência de quem liderou os destinos do país, e ainda atingiu o posto máximo, deviam, a meu ver, moldar um caráter digno, discreto, equilibrado, com sentido de estado, mas o homem não larga aquele seu pendor coscuvilheiro que o torna uma coisa rastejante, viscosa. Esta malformação nada tem que ver com ideologias políticas, tem que ver mesmo com o caráter,  ou antes a falta dele.


“O nosso caso é sui generis. Esta solução [de governo] teve a oposição muito forte no passado dos dirigentes socialistas com quem trabalhei — todos! Um dia contarei o que eles me disseram sobre o Bloco de Esquerda e o PCP”
Cavaco Silva em recente entrevista ao Expresso.
A última observação afere o espírito mesquinho, de falta de dignidade e de sentido de Estado. Coisa mais rasteirinha!



16.2.18

Rituais anacrónicos

Acabei de ler uma troca de ideias ali num blogue que me fez mergulhar numa reflexão.
Sobre a quaresma.
Alguém diz que na quarta-feira de cinzas e sextas-feiras tenta sempre "cumprir" com a refeição de peixe, embora nem seja muito ligada a essas coisas, mas como a mãe "cumpria", gosta de seguir o que ela lhe ensinou.
Logo outra pessoa responde que nada tem a ver com a religião, mas que "cumpre" sempre unicamente com um sentimento de libertação pessoal.
Não vou tecer considerações sobre fé, ou crença, porque cada um toma a que quer, o que me chama a atenção,  e desde muito cedo, são certos rituais da igreja católica que se entranharam de tal maneira na sociedade que se tornaram dogmas. Inquestionáveis.  A ideia do cumprir, a ideia da tradição,  a ideia de que comer carne é pecado e até, pasme-se,  comer peixe pode ser um sentimento de libertação pessoal.
Dizia a minha avó que antigamente as pessoas pregavam as salgadeiras - arcas de madeira onde guardavam as carnes salgadas dos porcos, fonte de sustento familiar - para que não caíssem na tentação de comer carne. E também me contava que quem pagasse a côngrua ao padre já podia comer carne. Exceto às sextas-feiras. Imaginemos aqueles tempos de grande pobreza, onde só os ricos podiam comer carne porque acertavam contas com a igreja...
Desde cedo que estes e outros rituais me revoltavam pela hipocrisia, pela manipulação descarada, bem longe, ainda, de concluir que a bíblia é uma metáfora bem urdida por homens espertos e capaz de domar multidões.
No século XXI, permanece a ideia de obrigação, a ideia de cumprimento por tradição,  a ideia de que a abstenção da carne é libertadora porque implica sacrifício.
Algo mudou: hoje o peixe é bem mais caro do que a carne.


9.2.18

Publicidade pop-up

É uma praga! Das páginas mais normais e insuspeitas que pesquisemos brotam anúncios que nem pipocas, vindos do nada. Nas páginas dos jornais predomina a publicidade a automóveis , fica o carro a ocupar o ecrã durante uns segundos antes de surgir o X. Depois há outros anúncios que não arredam pé enquanto não  se abrir a página. Já para não falar nos anúncios sobre como aumentar o pénis, ou tratar os panarícios, ou saber os truques para parecer 30 anos mais nova, ou conhecer as cinco melhores posições para atingir mais rapidamente o orgasmo. E tudo documentado com copiosas imagens.
Normalmente, quando começam abrir janelas pop-up desisto logo de tentar ler o texto que "jaz" por detrás.
Uma seca.
O mundo da publicidade procura, obviamente, explorar diferentes suportes para promover marcas.




Fogos regados a gasolina

Quando não  se tem cão,  caça-se com gato. E o tempo que não está de feição para atiçar fogos... Nanja por isso! Já o poeta bradava,...