18.4.17

Formas de Arte

Disse Confúcio que uma imagem vale mais do que mil palavras. E assim é e achamos.
Ao olhar os quadros da Paula Rego sempre quis ignorar essas milhentas palavras. E subia-me um mal-estar ao espírito que depois se espraiava pelo meu corpo, transformando-se numa quase repulsa. Exagero, dirão. Concordo.
Considero que a Arte é ir para além da linha do horizonte do nosso mundinho, é estilhaçar a realidade e reconstruí-la por forma a recaptar a nossa atenção sobre o que nos rodeia, quase sempre na eterna busca do Belo.
É o traço e a cor certos, é a palavra certa, é o timbre e o ritmo certos - apenas para referir a pintura, a literatura e a música - que tantas vezes nos fazem levitar.
Sou leiga no que diz respeito a muitas formas de arte e a pintura será uma delas. Vá lá,  sei o que saberá a maioria das pessoas sobre correntes pictóricas e sobre renomados pintores. De resto, reajo mais por uma crítica instintiva perante uma pintura do que propriamente sob uma perspetiva de expert.
Foi a partir da leitura do texto abaixo que passei a ver as pinturas de Paula Rego com outro olhar. E talvez por conhecer de perto situações de depressão,  instintivamente rejeito o que me aproxima desse mundo.
Não gosto. Mas reconheço-lhe a genialidade do traço e o que esta pintora representa para o nosso pais, de onde emigrou há várias décadas.

Paula Rego espera que inéditos sensibilizem para “doença horrível” que é a depressão. 










2 comentários:

  1. Os quadros da Paula Rego, tal como a si, incomodam-me, fazem mexer na cadeira, ficar inquieto.
    Boa semana

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  2. Parece que já somos vários.
    Obrigada, Pedro.
    Igualmente uma ótima semana para si.

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