27.2.17

Negócio de crianças?

Tem vindo a lume, e já não é de agora, situações estranhas sobre crianças,  ou melhor, bebés recém-nascidos, que são retiradas às mães por técnicos ora da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, ora da Segurança Social e com uma ligeireza arrepiante.
Retirar um bebé de dias à mãe não é zelar pelos interesses da criança, sobretudo quandos os motivos são nebulosos.
É estranho verificarmos como isto cheira a negócio,  porque por cada criança retirada, algumas à rebelia dos tribunais, o Estado paga 800 euros mensais a instituições privadas, cujo número tem vindo a aumentar.
Não menos estranho é sabermos que algumas das justificações para a retirada das crianças se prendem com a situação económica das famílias. Não seria muito melhor que o estado desse esses 800 euros às famílias que seriam orientadas, supervisionadas por técnicos?
Ainda há pouco tempo andava meio país revoltado com o que se passava com as crianças portuguesas a viver na Inglaterra, onde, inclusive, se deslocou um grupo de advogados que,  pro bono, foi apoiar as famílias às quais foram retirados os filhos.
E aqui? Quem lhes acode?
 Sobre o caso reportado ontem no Jornal de Notícias, " Bebé retirado à mãe ainda no hospital", a CPCJ de Matosinhos decidiu sozinha mandar o recém-nascido para uma instituição.  Questionada a Presidente da Comissão, Rosinda Antunes, pelo advogado, que gratuitamente está a apoiar a jovem mãe, por que razão não avisaram a jovem sobre o seu direito a um advogado, respondeu que desconhecia essa obrigatoriedade.
Quem protege os pais das arbitrariedades de alguns dos elementos destas Comissões ditas Protetoras?
Refira-se que Sónia Castro, a mãe,  nem sequer estava referenciada pela dita Comissão. Que seria muito nova, que não demonstrava amor pela criança, que não estava preparada para ser mãe!  Tem 23 anos, a idade com que eu dei à luz a minha filha!
Bufaria em ação nos hospitais e maternidades? Chegaram à jovem como?
Faz lembrar aqui há uns tempos a teia montada entre bufos dos hospitais e agências funerárias que, pasme-se, eram quem avisava as famílias sobre a morte dos seus familiares.
Isto passou-se com a morte do meu sogro, a título de exemplo.
Outros textos críticos sobre crianças sonegadas aos pais: Aqui, aqui e aqui.






6 comentários:

  1. Retirar um filho a uma mãe é um acto de tamanha violência que só pode acontecer em condições EXTREMAS e perfeitamente comprovadas.

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  2. Esta gente devia ser julgada. Aproveitar a fragilidade conjuntural de uma mãe para lhe roubar os filhos, devia ser punido com pena maior.

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  3. Sim, Pedro, choca-me particularmente quando a mãe ainda está hospitalizada e lhe levam a criança como se ambas, naquele local,estivessem em risco. Houve um outro caso que tiraram à mãe um bebé com 2 dias!
    Medonho!

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  4. Concordo plenamente, José. Mesmo punida, nada pode jamais colmatar a brutal quebra dos laços afetivos mãe-filho.
    Este é só mais um passo para a desumanização da sociedade.

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  5. Neste assunto ainda devo manter a minha santa inocência porque quero acreditar que não.... que não é por motivos escusos que se decide retirar crianças de mães e famílias. Pois devem existir razões realmente fortes e o zelo e bem estar de todos está em primeiro lugar.

    Ainda sou inocente. Só a experiência de vida me diz para não me surpreender com a insinuação de que é um negócio...

    Embora seja como são tomé: Preciso de saber, de ver, de ter certeza para o poder afirmar.

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  6. Olá, Portuguesinha
    Nada, repito, nada justifica que se separe um recém-nascido da mãe quando a criança não está em perigo! Aliás, estão no hospital rodeados de dezenas de técnicos de saúde.Retiraram a crança sem qualquer supervisão de um juiz, ou pior ainda, sem consultar o pai da criança. A mãe da parturiente, senhora viúva, esteve sempre ao lado da filha. Este caso continua mal contado e o advogado de defesa diz mesmo que isto tem os contornos de um sequestro e disse ainda que há um traço muito comum, assustador, nestas situações e que se vão conhecendo: famílias pobres! O que me irrita é saber que as pessoas, as concretas, implicadas nisto não sejam responsabilizadas por arrancarem um bebé dos braços da mãe quando num recém-nascido é fundamental o contacto físico com a mãe.

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