12.2.17

Não suba o sapateiro além da chinela

Vivemos tempos que nos servem notícias numa espécie de rodízio num movimento alucinante. Entre mentiras camufladas de verdades e vice-versa consoante os interesses esconsos, andam sempre as poeiras no ar sem que consigamos vê-las a assentar.
Confinada a quatro paredes num hospital, passados nove dias sinto-me entediada e dispersiva para escrever, tal a diversidade de assuntos a merecerem uns comentários. 
Tenho lido muitos blogues de variadas temáticas e no Causa Nossa encontrei um post do Vital Moreira, Assunto Encerrado, e que me espantou pelo facto da Academia das Ciências de Lisboa vir a lume com propostas de alteração ao AO90, como se fosse um organismo autónomo e não tivesse de prestar contas.
Ainda sobre este desrespeito pelas instituições, leia-se o texto de Rolf Kemmler - Sócio Correspondente Estrangeiro da Academia das Ciências  de Lisboa - sugerido por Vital Moreira.
Em suma: há pessoas, instituições, que andam por aí em roda livre, julgando-se donas do pedaço!  
( thumbs.web.sapo)



4 comentários:

  1. Curioso que a razão dada para não suspender o AO (alguns países ainda o estão a ratificar) é precisamente a razão mais válida para terminar o processo.
    Boa semana

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    1. É um processo irreversível,Pedro.
      Precisa, isso sim, da revisão de alguns aspetos. Não sou uma defensora fundamentalista, porque é contrário à minha maneira de ser, mas, francamente acho pouco consistentes as razões dos "anti" AO. Apesar de eu ter tido formação em latim, não me repugna nada que desapareçam as consoantes que não se pronunciam, bem como a ocorrência exagerada de acentos. A etimologia latina não é acentuada sequer.
      Nesta discussão, a emoção sobrepõe-se à razão.
      Boa semana, Pedro.

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  2. Boa recuperação. Quanto ao acordo, no último livro que publiquei no ano passado respeitei-o escrupulosamente. Filosofar sobre convenções é inútil. Convenções são convenções.

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  3. Sim, José, eu sei porque comprei o seu livro 😊
    Sim, convenções são convenções, e a língua é um organismo vivo que se vai adaptando aos falantes e respetivas sociedades. E é desta maneira que se justificam as calinadas, cuja reprodução as elege como expressões corretas. É o "ter morto/aceite/empregue, o "ir de encontro a" na aceção oposta ao apoiar...etc. E tantos, mas tantos atropelos que alguns não delatam, preferindo bater-se pelas consoantes perdidas,
    Obrigada, José.
    Boa semana.

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