16.2.17

Caixas de comentários

...vomitadores públicos.
Já nem valerá a pena, por cansaço, refererir o vazadouro em que se transformaram as caixas de comentários das notícias online, das redes sociais e outros. O largo da povoação,  o café ao fim da rua, a mercearia ao lado da porta, etc, tornaram-se espaços obsoletos para a troca de ideias ao modo dos outroras, até as grandes superfícies comerciais vieram minar essa coisa boa, profiláctica, que era cusquice em bando.
O espectro alargou, agora abre-se a janela da comunicação e fala-se para o mundo. Coração escancarado, verve torrencial e a razão reduzida a valores mínimos.
Todos falam de tudo. E isso é  mau? É bom?
Liberdade de expressão acima de tudo é a nossa conclusão fofinha...mas começa a ser assustador constatar como essa liberdade está a soltar monstros de passados civilizacionais ainda recentes e que julgávamos inertes.
Vem isto a propósito, e não só, da celeuma surgida à volta das atrizes Maria Vieira e Ana Bola e que mete o Trump lá pelo meio.
Foi no FB, pela pena sempre irónica de Pedro Vieira, que a curiosidade me levou à página da atriz Maria Vieira.
A senhora pode publicamente expressar, e nós até defendemos esse seu direito, como diria o outro, o seu grande apoio a Trump, mas o medonho são os comentários gerais e ainda a forma como a dita senhora reage aos comentários que lhe são contrários mesmo que escritos de forma educada.
É esta triste figura daqueles se apoiam na liberdade de expressão, mas com a indisfarçável vontade de limitar a dos outros.

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1219135958207724&id=100003339948938

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1244655818989071&id=100003339948938




"/.../ Acabei de assistir à tomada de posse do novo presidente dos EUA. Hoje foi porventura a única vez que, durante cerca de 20 minutos, o mundo inteiro pôde ouvir as palavras, os desejos e as promessas de Trump sem que ele fosse interrompido, censurado, insultado ou ridicularizado por todos aqueles que ficaram profundamente tristes, desapontados e até, pasme-se, enraivecidos com o resultado das eleições livres e democráticas que o levaram ao poder, nomeadamente os meios de comunicação afectos às elites económicas, sociais e políticas que pretendem fazer do mundo o seu parque de diversões privado.
Não sei se Trump irá concretizar tudo aquilo que deseja e que prometeu fazer ao longo da sua campanha e durante o seu discurso de hoje, seguramente e á semelhança de todos os seus antecessores também irá falhar, mas eu e muitos milhões de outros/as na América e no resto do planeta, desejamos-lhe coragem, determinação e sucesso na sua gigantesca empreitada, torcemos para que ele possa tornar o mundo mais democrático, mais próspero, mais justo, mais pacífico, mais seguro e, consequentemente, mais forte e mais feliz, sendo que até aqui e sob as administrações americanas anteriores, nomeadamente durante a administração Obama, a fome, a injustiça, a guerra, a miséria, a desigualdade e a pobreza nunca pararam de aumentar, apesar de todos os declarados elogios, de todos os apoios prestados e de todo o«endeusamento» atribuído durante longos 8 anos ao agora ex-presidente dos EUA./.../"

Maria Vieira dixit.





2 comentários:

  1. Ó minha querida amiga, só quem não conhecer a menina Vieira se pode admirar da sua postura.
    Aquilo lá no facecoiso não é obra se um só dono. Ela não tem inteligência suficiente para tanto.
    Deixemo-la brincar!
    Os comentários são provenientes de gente da mesma igualha ou pior, o que não é fácil.

    Beijo, C

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  2. Eu desconhecia este lado fanático da senhora. Realmente, fiquei admirada com o domínio da escrita dela, a vários níveis. Se os textos são, ou nao, da lavra dela, não sei, mas sabemos que este pessoal, os artistas, costuma ter "acessores" que tratam destas coisas, para que nada ensombre a beleza das divas. E dos divos, também.

    Beijo, A.

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