24.1.17

Yolocaust

É um espaço que se impõe. O que mais nos prende a atenção é aquela sucessão de blocos enormes de cimento, pretos, de tamanhos diferentes e cuja disposição causa um certo desconforto visual. Um desconforto fisico como antecâmara do horror psicológico.
É o memorial dedicado aos seis milhões de judeus mortos pelo regime nazi. Ao holocausto.
Está situado no centro de Berlim, próximo das Portas de Brandenburg, do parque Tiergarten e Potsdamer Platz e numa área que fazia parte da "faixa da morte" junto ao muro de Berlim.
É supostamente um espaço de silêncios, onde somos confrontados com o que de mais medonho o ser humano pode mostrar.

Mas parece que não é.
Mais importante que avivar a memória do passado como forma de evitar reproduções no futuro, é congelar o momento da passagem por este local através de selfies sorridentes, boquinhas de bico de pato, poses e afins e mostrar aos amigos ou chapá-las nas redes sociais.

Por ter constatado este facto, o artista israelita Shahak Saphira lançou um projeto de arte, a que chamou Yolocaust, como protesto contra as selfies e o desrespeito pelo monumento. Um resultado fantástico.

Aqui

(Ao abrir o link, passe o dedo por cima das fotos e deslize)




6 comentários:

  1. Ooppss, impressionante!
    Beijo, C

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  2. Do outro lado da "cortina", Pedro, o que vemos é chocante!

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  3. Olá, Chic'Ana
    Sob o ponto de vista artístico, ė realmente um trabalho fantástico e estando ao serviço da preservação de uma memória que deve continuar viva, mais espetacular se torna.

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  4. Sim, impressionante deveras!
    Beijo,A

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