13.12.16

Põe quanto és / No mínimo que fazes.

Ser poeta é ser metafisico. É desconstruir a realidade  e devolvê-la renovada aos nossos olhos. Mas a idade é sábia e torna-nos exigentes, seletivos, céticos. Até, aqui é alem, com uns laivozinhos de cinismo.
No nosso universo poético brilham muitos versos que, de boca em boca, se transformaram em mantras e isso pode ser castrador. O ser humano não deve aceitar acefalamente o que lhe impõem, nem deve abdicar da sua capacidade de questionar, de duvidar.
Os versos que encimam este post são o exemplo de mantra que todos aceitamos pelos valores, quiçá, pela ética que encerram. No entanto, não serão perversos? O ser humano é sol e é lua e será que ser inteiro e por tudo o que é no seu lado lunar é aconselhável?
Será que nos nossos mínimos devemos  colocar sempre todas as fichas?
Só existimos pelo confronto com o outro, é nele  que vemos definida a nossa essência que, assim, subsiste pela perspetiva fragmentada, porque subjetiva, desse tal outro.

Todos merecem que sejamos inteiros?

2 comentários:

  1. Inteiros, sinceros, transparentes.
    Todos merecem isso.
    Se não merecem também não interessa conviver com eles.

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  2. Temos essa opção, sim.

    :)

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