20.11.16

Ocupação dos tempos livres?!

A ocupação dos tempos livres é uma expressão que dorme e se senta à mesa com a larga maioria das famílias portuguesas. E instalou-se de tal modo que ninguém parece dar-se conta da aberração que encerra. Os tempos livres ocupam-se?!
Sim, certo, claro que sei da importância das crianças ficarem entregues/ocupadas enquanto os pais labutam e o esforço económico que isso representa! Mas muitas crianças entram mais cedo e saem mais tarde do que os país nas suas atividades profissionais.  Escola a tempo inteiro?! Na época, o país entrou em êxtase...e assim os pais passaram a estar mais libertos para trabalhar mais e mais, explorados, ou em causa própria.
A nossa sociedade foi-se organizando em contraciclo com as sociedades do norte da Europa, onde se verifica alguma flexibilidade nos horários laborais dos pais, cuja disponibilidade se reflete numa maior proximidade e permanência com os filhos.
Por cá, as crianças passam muitas horas em atividades permanentemente orientadas, controladas, sem que possam esfolar um joelho, ou levar para casa a camisola rasgada, porque andaram livremente a socializar-se no recreio.

E brincar está longe de ser fútil. “É uma atividade completa, em que as crianças aprendem a decidir, a negociar, a colaborar, a pensar e a criar; descobrem o que querem e como querem fazer; elaboram e exprimem as suas fragilidades e traumas; e começam a ler a realidade social, a interpretá-la e a agir sobre ela”, diz a investigadora.


2 comentários:

  1. Um drama que a educação chinesa está a enfrentar e a tentar contornar.
    Boa semana

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  2. Também este drama entrou na globalização.
    E concluímos que não há situações ideais onde possamos esbater estes problemas transversais a todas as sociedades modernas.

    Obrigada, Pedro, tenha igualmente uma boa semana.

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