27.8.16

Fuga

Frases feitas, gestos repetidos, datas do calendário, tudo lhe provoca um tédio de morte. Busca, frenético, angustiado, o equilíbrio e a novidade na macieza e no cheiro a sadio das folhas brancas que são os dias a nascer. Ao lado, amontoam-se bolas de papel amarfanhado, tantas quantos os anos perdidos. Perdidos porque não voltam.
Fecha os olhos e sente uma paz estranha de estar isolado dentro de si.
Sente-se a respirar.
E sorri.






2 comentários:

  1. Apenas me atrevo a dizer isto: que maravilha!!!

    Beijo, C.

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  2. Obrigada, António
    :-)
    Beijinho

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