8.6.16

Marques Mendes: afinal os homens medem-se aos palmos.

Uma das coisas que mais me revoltam e deprimem, e julgo que para a maioria das pessoas, é a incoerência, aquela que dá como certa a memória curta do outro e, ainda pior, a incapacidade de perceção do outro, pelo determinismo fatal de contar com apenas meio dedo de testa!
Será sempre pretensioso da nossa parte fazermos alarde da nossa coerência ao longo da vida, porque, de uma forma ou outra, todos sabemos que não é verdade. Mas sabemos também que na mudança de opinião, de comportamento, de paradigma, pode estar, se bem contextualizado, um processo de crescimento, de progresso, de um dar a volta ao dogma, ou, como vulgarmente se remata: só os burros é que não mudam de ideias.
Feita esta ressalva, evoco a célebre frase orwelliana: "todos somos iguais, mas uns são mais iguais do que outros", mas num sentido oposto à semântica da citada frase, isto é, a todos aqueles com responsabilidades na governação  da res publica - passada, presente, futura - exige-se uma maior coerência. Estas figuras são as menos "iguais" porque detêm nas suas mãos os desígnios de milhões de pessoas, enquanto no comum cidadão a sua incoerência tem um efeito de ricochete.
Esta debilidade de caráter, comum a muitos políticos e de todos os quadrantes partidários, tem minado a sua credibilidade no panorama nacional.
Há exemplos vários a saltar de todos os lados para a ribalta política.
Sem querer opinar sobre a reposição das 35 horas semanais para a função pública [ afinal quanto se poupou quando passaram para as 40 h? O cidadão ficaria com uma ideia mais clara e não há que fugir às explicações], é espantoso, diria patético, escutar Marques Mendes, absolutamente escandalizado, a debitar sobre o assunto, incluindo a inconstitucionalidade do ato. O povoléu, o que não é esquecido e que tem testa para além do meio dedo, fica aparvalhado com tamanho descaramento, tal é a incoerência.

Adivinha onde estava Marques Mendes nas 35 horas?

Outro exemplo:





Todas as incoerências são iguais, mas há umas que são mais visíveis do que outras.

2 comentários:

  1. A diferença entre Marques Mendes e uma barata tonta está ... na cor.
    "Homem pequenino velhaco ou dançarino" aplicar-se-ia a este comentador da treta se tivéssemos a certeza de que o senhor Marques não sabe dançar.
    O que o homem disse a propósito da inconstitucionalidade das '35 horas' é, só por si, a demonstração de que aquele cerebrozinho não é grande coisa.
    O pobre comentador era Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, como refere Francisco Louçã. Vem agora armar-se em amnésico, coisa tão ao jeito de Bava e Coelho.
    O mínimo que lhe posso chamar é de ridículo.
    Quanto a Manuela Ferreira Leite, o que dizer se quem a conhece já absorveu a ideia de que a senhora vai dizendo coisas conforme lhe dá jeito.

    Incoerências valem o que valem - zero! - seja quem quer que as perfilhe.

    Beijo, C

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