29.5.16

Em busca do sono perdido

Três bicas. Abusei. Já lá vai o tempo que mais café menos café não me roubava o sono. Agora não. Deve ser da idade. Aqui estou eu no silêncio de mim, a espreitar os jardins da vizinhança e o que vejo nalguns deixa-me um pouco perplexa. Se, por um lado, me empolga ler temas candentes, transversais à nossa sociedade e que andam na berra, por outro lado, não posso deixar de reparar que há gente que muito opina, sobretudo critica, sobre pessoas que apresentam nos seus espaços, leia-se blogs, determinados pontos de vista relativos a temas diversos. E esta é a intertextualidade da sua escrita, dos seus posts, ou seja, a partir do repúdio das ideias do outro constroem a sua torre que, rápida e inexplicavelmente, se transforma numa babel com comentários enfileirados do pois está claro, tem toda a razão, essa é que essa, onde é que já viu tal coisa, etc e tal...babugem e marcar o ponto porque estas coisas dos blogs parecem antigamente o dia de Páscoa na minha aldeia, íamos a casa uns dos outros beijar a cruz. Mais por obrigação do que por devoção.
Pergunto-me: estarei a incorrer no mesmo erro que tenho estado a criticar? Espero bem que não! Há certos blogs que vivem do apontar de dedos: umas porque fazem dos blogs centros de publicidade, outras porque usam os filhos para promover produtos e ganhar uns trocos, outras porque assumem não querer ser mães, outras porque escrevem mal e/ou usam muitas asneiras...blá..blá...blá...ad nauseam! E a intrigazinha ressalta do nem é preciso escrever o link e ainda da coisa mais sebosa, mais burgessa que é o e mais não digo!
São, como se conclui, blogs no feminino. Sem que ao longo da minha vida eu tenha tido embates com mulheres, começo a concordar com aquela ideia feita de que algumas mulheres são umas cabras entre si.

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