28.4.16

Entre o afeto e o uivo

Paulatina e pacientemente, ele vai seguindo a mesma estratégia que usou ao longo dos anos, enquanto lambia as feridas dos seus fracassos. Do um entre todos e igual a todos,  faz agora da sua presidência uma república que diz que é dos afetos. Na promessa de visitar todas as freguesias do país, para alegria dos basbaques que vão querer eternizar o momento com selfies e que vão estalar de gozo pela proximidade com este homem tão simples e afetuoso, ele vai deixar a sua semente, essa tal que, no momento decisivo, germinará numa afetuosa adesão à sua causa. Ao seu partido. E sem o recurso a publicidade e marqueteiros, à semelhança da sua campanha presidencial, o país irá atrás dele, como um rebanho atrás não do pastor e seus cães, mas do lobo.
É do que o povo gosta.
É o que o povo merece.


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