26.1.15

Abanar a árvore

Abanar a árvore para que a fruta podre caia.
Sirvo-me desta metáfora para traduzir o resultado das eleições gregas no seio de uma Europa acomodada.
Não imagino o preço que o povo grego possa vir a pagar pela vontade expressa no seu voto, porém uma coisa eu sei: a democracia funcionou em pleno, ou não fosse a Grécia o seu berço, e os bem-pensantes ultraliberais da maioria dos países da UE, onde se inclui o atávico e putativo primeiro ministro.pt, estão a sentir os abanões da árvore europeia.
Que os frutos podres caiam. Fujamos de politicas a uma só voz.
É na diversidade ideológica que se plasma a essência da democracia.
Nada no mundo tem um só caminho, uma só cor, um só peso, um só cheiro…todos sabemos isso. Por que razão, então, baixamos a cabeça  e deixamos de olhar o horizonte em busca de alternativas?

Acabei de ouvir um depoimento da Marine Le Pen, na Sic, sobre as eleições helénicas e até me assustei. Não é que eu concordei com ela? Falou na fantástica lição de democracia que os gregos tinham dado à Europa!

Mudar é preciso.

Para pior já basta assim.




25.1.15

A fragilidade da coisa

Novo estudo revela qual a posição sexual mais perigosa

Estranho! O estudo não faz distinção entre mulher magra e mulher gorda, o que me leva a concluir: ou afinal há osso onde supostamente desconhecíamos e que pode partir, qualquer que seja o peso; ou o "medo" está no facto de "a mulher controlar o órgão sexual masculino".
Uns desmancha-prazeres! Isso sim! Ora!

23.1.15

Somos todos filhos da mãe



Ser filho da mãe é a versão fofinha do ser filho da puta. É fácil de ver que quem é insultado é a mãe, mas, na sua imensa sabedoria popular, o povo, que visa insultar e envergonhar o filho, acaba por enlamear a dignidade da mãe que é a que apanha por tabela
Há ainda a expressão filho de um cabrão, embora não seja tão recorrente uma vez que mexe com pruridos  androcêntricos.
Adiante.


Indo agora direita ao assunto que aqui me trouxe e que está intimamente ligado ao título acima. É horrível, medonho, o número de mulheres que foram mortas nos últimos dez anos, cerca de 356, 44 em 2014 e 2015 já conta com mais uma mulher barbaramente  assassinada.

Um casal de Setúbal, na casa dos 50 anos, aparentemente sem nada que indiciasse problemas entre si, económicos, ou de outra natureza, acaba desfeito quando o homem mata a mulher com uma faca de cozinha.
Por curiosidade, as facas de cozinha, tão usadas ultimamente em homicídios, não são consideradas armas brancas.

Setúbal é o distrito do país que apresenta mais violência doméstica e Seixal é o concelho com mais homicídios de mulheres.
Para combater esta cifra negra, foi criado um movimento “ Somos todos filhos da mãe” que, para além de sensibilizar para o combate deste flagelo, vai estudar as razões. As constrições económicas serão obviamente algumas delas.
 Voltando à designação do movimento, atrevo-me a analisá-lo sob duas perspetivas.
Uma prende-se com o facto de todo o ser humano ser intrinsecamente bom, positivamente avaliado pela sociedade, mas, de repente, sem nada que o preveja, mostra a faceta de um monstro. Daí o sermos todos uns filhos da mãe, umas bestas em potência.
Outra, pela facto de sermos todos, sem exceção, gerados no ventre de uma mulher. Logo, somos todos filhos “de uma mãe”.
Prefiro esta segunda leitura.

Lutemos pela dignidade e pelo respeito de todas as mulheres!

20.1.15

Do medo paralisante


Sendo as vacas sagradas na Índia, não incorremos na ira dos indianos ao comermos as ditas? Teremos nós de abdicar do prazer guloso que nos sacia uma bela posta mirandesa? E se for boi, já não seremos blasfemos?
É que, ao contrário do Maomé, a vaca tem existência própria e vemo-la! E até a cheiramos…
Com tanta gente com medufa de desafiar os justiceiros, achando que os ocidentais “ se põem a jeito”, o mais assisado, neste caso,  será comer carne só de boi, exigindo provas à vista.
E, porque esse meu tempo já lá vai, aconselho as moças a não usarem minissaia, porque os machos não podem ser provocados, animais indómitos governados por pulsões. Tenho pena destes agrilhoados.

Outro conselho que irei tomar para mim, será atualizar o meu conhecimento sobre a situação económica dos meus amigos do peito e pôr-me a milhas dos ricos, isto é, cortar todo o contacto com eles.
A corrente de consciência sem freio.
Que tem isto a ver? Nada.
Nada disto faz sentido.

É o vazio. 

xxxxxx

O Medo

Ninguém me roubará algumas coisas, 
nem acerca de elas saberei transigir; 
um pequeno morto morre eternamente 
em qualquer sítio de tudo isto. 

É a sua morte que eu vivo eternamente 
quem quer que eu seja e ele seja. 
As minhas palavras voltam eternamente a essa morte 
como, imóvel, ao coração de um fruto. 

Serei capaz 
de não ter medo de nada, 
nem de algumas palavras juntas? 

Manuel António Pina, in "Nenhum Sítio" 


16.1.15

Idoso não entra

Pôs rodas na estrada num dos dias do último mês de 1999. Está velho, já não pode entrar na capital. por uns dias. Parece um adolescente à porta da discoteca, mas em situação inversa. 
Olhemos à nossa volta e vejamos o que se passa. Por vezes, é de bom senso não nos armarmos em ovelha tresmalhada. Para mal já nós basta o ser negra e ronhosa.

Como as capitais europeias delimitam o trânsito no centro

Itália, Alemanha, França e Reino Unido modificam as suas cidades a favor dos pedestres.


Um homem cruza uma rua dentro do 'Congestion Charge Zone', em Londres. / REUTERS

O Estado, a miséria e a insensibilidade


Em 2014, em Portugal, 52 mil idosos perderam o complemento solidário.



15.1.15

Cada roca com o seu fuso

Possívelmente já viram em Portugal. Desconheço, daí eu achar ser esta uma boa ideia. Comprei num supermercado, em Düsseldorf.

Salatrio! Três tipos de alface dentro do mesmo "cubo" de terra que estaria numa espécie de cuvete. Não só a alface se conserva durante mais tempo, porque está na terra, podendo até desenvolver-se mais, como apresenta diversidade.

Mudando de agulha...Cada país, cada uso e cada roca com o seu fuso. Remato eu. 
Vem isto a propósito da minha experiência com caixas de supermercados e, através dela, atrever-me a dar palpites sobre a força, a eficiência e o valor do trabalho nalguns países por onde tenho passado.
Em Nova Iorque, quando eu ia a fazer o gesto de pegar no saco para arrumar as compras que iam deslizando, fui surpreendida por um " não, não, nós é que fazemos isso". E ao meu lado logo surgiu um rapazote que, de sorriso de orelha a orelha, ensacou tudo e num repente. 

Em Muscat, Oman, a fila mais parecia uma jibóia a espreguiçar-se ao sol e esta cena repetia-se...Na caixa, as moças, de lenço bem ataviado, pareciam fazer movimentos em câmara lenta, sem nunca levantarem o olhar. Diria, mesmo, que predominava alguma antipatia.

Aqui, em Düsseldorf, o tempo é, sem sombra de dúvida, dinheiro. As compras voam literalmente em direção à caixa e aí metemo-las de novo no carrinho ou cesto, pagamos e ala direito a uns balcões onde, já só ao nosso ritmo, ensacamos as compras.

Escolhi estes países como exemplo, por estarem distantes entre si e em continentes diferentes.
Em N.Iorque, além de agilizar o serviço, aumentando a produtividade, dá-se emprego a mais pessoas. Cai ainda no goto do consumidor o modo como é atendido.
Em Muscat, as omanitas normalmente não trabalham, mesmo em casa têm serviçais imigrantes que lhes tratam da casa e dos filhos. Assim, além de um sentimento de humilhação pública o estar a trabalhar, são ainda muito mal pagas. Esta desvalorização social e do trabalho talvez justifique a lentidão e o quase alheamento no atendimento.
Em Düsseldorf, não sei se é prática em toda a Alemanha, (estive noutras cidades, em momentos diferentes e em passeio, e não entrei em supermercados), há a eficiência germânica, ou seja, rapidez no atendimento, "tschüss", até simpático, à chegada e à partida da caixa e faz-te à vida! A produtividade a todo o vapor.




13.1.15

Daesh

E porque não há um estado cristão, um estado budista, um estado hinduísta e tantos quantos as religiões, por que carga virou todo o Ocidente a chamar "estado islâmico" a um grupo jiadista do Médio Oriente? Estado condiz mais com o modo, estar "em modo de"...digo eu!
Daesh parece ser a nova designação encontrada. Mas...




11.1.15

Sms e passas

Agora é que recordo que houve duas coisas diferentes, diria até inusitadas, que ocorreram na mudança do ano.
Uma delas foi a ausência quase completa da receção de sms! Que paz!
Aqui há dois ou três anos, o tráfego de mensagens era frenético, diabólico e de nada valia desligarmos o telemóvel porque depois, ao voltarmos a ligá-lo, mandava a boa educação, quantas vezes de braço dado com a hipocrisia, que agradecêssemos e retribuíssemos.
O que mais me aborrecia era receber sms em catadupa na última 1/2 hora do ano; sms de pessoas cuja relação comigo era superficial e como eu faria parte da sua lista de contatos...aqui vai disto! Depois aqueles lençóis ora a caírem para o humor e política, ora para o fofinho, ora para a filosofia de cordel...Um enjoo, confesso!
No  ano anterior houve uma quebra acentuada e este ano o quase silêncio.
Não, não fui, ou estou  a ser, esquecida e ignorada pelos meus amigos, apercebi-me que tudo foi parar ao mural público do FB. E verifiquei também que a amizade dá muito trabalho, então opta-se por um texto a pingar amor e paz, com apelos pungentes de ajuda aos pobres e descamisados, mais uns votos e tal e coiso, e num gesto podre de altruísmo e benevolência, dedica-se o texto a todos os amigos, clica-se no enviar e, de consciência amestrada pelo dever cumprido, senta-se à mesa rica e farta.
Quase arredada desta rede social, parece que perdi muita coisa. Será?
Julgo que este apagão dos sms foi nacional, uma vez que ao contrário do habitual, os media não fizeram qualquer balanço.
A segunda coisa diferente foi um esquecimento meu! Esqueci-me de comprar as passas para cumprir o ritual dos 12 desejos ao cair das 12 badaladas. A família procurou-me com o olhar, encolhi os ombros e sorri. Afinal será que haverá assim tanta gente com tantos desejos quando tudo anda a ruir à nossa volta?
Nunca consegui pensar em 12 desejos naquele curto espaço de tempo...os desejos querem-se amadurecidos, não achas?


Aqui, em Düsseldorf, o tempo continua meio chuvoso. Três fotos do Reno tiradas a partir do Domenicus krankenhaus ( hospital ) que fica mesmo ao lado do rio.




10.1.15

Tendências

Hoje, e para dar corpo a algumas sugestões implícitas nas imagens que encimam o Cota, vou escrever sobre moda, ou antes, do que gosto e do que não gosto.
Desde sempre gostei de lenços, cachecóis e, mais tarde, de écharpes. Surgiram em força nos últimos anos e continuam no topo das tendências da moda.
Considero que são um adorno simples e que fazem toda a diferença. Além do bom gosto no que diz respeito ao padrão, textura e tamanho e saber adequar o seu uso à roupa que se traz vestida e ao momento, convém saber colocá-los.









Gosto deles a toda a hora!
Do que não gosto mesmo e a toda a hora:





Que medo

8.1.15

Life Coach

Cheguei, por acidente, ou melhor, por choque frontal, ao vídeo de um cromo, que eu só conhecia do "Querido, mudei a casa" e que há meses tem alimentado muitas risotas, pelos vistos.
Gustavo Santos é a sua graça e diz-se ator e escritor e sente-se desejado pelo mulherio! Uauuu...
Já publicou 7 livros sobre auto-ajuda ( em casa de ferreiro, espeto de pau...tão precisadinho que ele anda.), e tem gravado uns vídeos para melhor explicar, olho no olho, as teorias filosóficas sobre a vida. Ou não seja ele um auto-intitulado Life Coach que traduzido dá uma coisa nunca vista.

Do vídeo, passei a uma coisa, não em forma de assim, como diria O'Neill, mas em forma de crónica de caixão à cama, com gemidos, orgasmos, perfumes, veste-despes...e tudo numa arenga de escrita: frases a sofrer de torcícolos, chavões, metáforas forçadas e descabidas, alternâcia entre as grafias do antes e do depois do AO...
O que espanta nem é o rapaz andar a fazer pela vida,  é percebermos como é possível que alguém a escrever desta forma e a fazer afirmações assertivas sobre assuntos que não domina, possa ter quem lhe publique os livros e ter ainda tantos leitores.
Não se trata da inveja lusa que nos une, ou ainda de uma qualquer sobranceria intelectual, trata-se, outrossim, da absoluta necessidade de haver bom senso e evitar os nivelamentos rasteiros. Não defendo o elitismo nas publicações, mas que haja um filtro com exigência de qualidade e aqui o ónus vai direitinho para as editoras.
Voltando ao sujeito, li, perplexa, que a croniqueta dos ais e dos uis foi publicada na Cosmopolitan. Não sou dada à leitura deste tipo de revistas, que compro muito esporadicamente, mas estou com curiosidade sobre a identidade da diretora - normalmente são muqlheres - da dita resvista, que publica um texto tão pobre. Aqui "Confissões".

Na sequência do atentado bárbaro perpetrado em Paris, o vai-a-todas, segundo li, disse de sua justiça e vai daí toca de erguer o pelourinho e chibatar o gajo. Aqui e aqui.
O visado resolve, entretanto, responder e publica "Carta Aberta à Opinião Pública".
Pior a emenda que o soneto.








6.1.15

Nach Düsseldorf

Daqui a uns pares de horas vou até à terra da führerine Merkel. Hamburg, Köln, Stuttgart, Berlin são cidades que já conheço e que visitei em lazer e acompanhada. Agora não vou turistar, embora vá tentar dar uma espreitadela à cidade, e viajo em modo simplesmente maria, sem conhecer caminho nem carreiro! Mas não me assusto.
Tenho de sair para o aeroporto por volta das 3 h e meia am e como não vale a pena ir à cama, vou aproveitar para escrever uma carta à tia Ângela e, sabe-se lá, dar um salto a Bonn e entregar-lha em mão própria.

Tia Ângela Dorothea,

Começo por lhe confidenciar que acho o seu nome lindo! Todo ele é uma metonímia! Mas em sentido contrário. Ângela, nome de origem grega ( ó ironia!), é anjo, é a mensageira, é a pessoa bondosa que busca e promove a harmonia...Dorothea, também de origem grega, é uma dádiva divina, um presente de deus...
A tia decepcionou os seus pais que, além de homenagearem a Grécia, quiseram que futuramente fosse piedosa, altruísta, um querubim de bondade. Eles até o ar de anja lhe deram, mas népia!
Sei que é cientista e isso inibe-me de chamar nomes feiosos, como loira burra, ou achar que um bigodinho em forma de meia lua ia bem consigo, ou berrar-lhe que se veste mal como o caraças e que olhasse para a estilosa da Dilma Rousseff que também atira para os eslavos, mas embonecra-se e trabalha a pose.
Tia, acho que o sono já está a atacar-me as meninges porque sinto uma vaga sensação  que estou a plagiar a guidinha do sttau...
Quessalixe!
Então a tia  já se têm na conta de chancelarina da Europa toda? Não aceita a eleição democrática do governo dos outros países?! Ameaça, do alto da sua arrogância que a Grécia abandonará o euro, caso o
 Syriza ganhe as eleições? Afinal uma Europa que pode colapsar por efeito de dominó e que em 1953 ( Inglaterra, França e aliados) ajudou a alavancar a economia alemã ao perdoar-lhe quase toda a sua dívida.
Por isso, tia, baixe a crista porque se afiam naifas na noite escura e que esta metáfora não salte do papel.
Vou fechar a mala e fazer-me à estrada que o avião não espera.
Mit viele Küssen
Ihre Nichte


2.1.15

Já sentiste isto?



(Iz not...)


Ideias dispersas que não se sujeitam às palavras.
Palavras suspensas, rarefeitas,  sem aderência à realidade.
Os meus eus em disputa aberta com ideias e palavras.
Sem consensos.
O vazio.
Acabamos todos derrotados.

1.1.15

Do medo



Senhor Director,

Relativamente ao título de 1ª página do jornal “I” de hoje (29.12.2014), segundo o qual “António Costa passou o Natal a 30 km de Évora mas não foi ver Sócrates”, acentuando-se no subtítulo que “o certo é que, apesar de ter passado a consoada em Montemor-o-Novo, no Alentejo, nem por isso visitou o ex-primeiro ministro”, permita-me V. Exª o seguinte desabafo:
Como é costume desde que me conheço, passei a última consoada com a minha família mais próxima, do lado paterno.
Dessa família faz parte um sobrinho, filho da minha irmã, chamado António Costa, que é Secretário-Geral do PS.
Por mera coincidência, a dita consoada foi passada em casa dele.
Não duvidei, nem por um momento, que o dono da casa fosse o meu referido sobrinho: desde a aparência física, ao tom de voz, passando pelo óbvio conhecimento das pequenas histórias familiares que sempre se relembram nestas ocasiões, tudo indicava tratar-se dele.
Daí a angústia que de mim se apossou ao saber hoje, pelo distinto jornal que V. Exª dirige, que afinal o meu sobrinho tinha passado a consoada a 30 km de Évora e que, ainda por cima ,nem sequer se tinha dignado ir visitar o seu amigo Sócrates.
Compreenderá V. Exª a razão desta angústia: quem era, então, o embusteiro que se fez passar pelo meu sobrinho, enganando-me não só a mim como à mulher, aos filhos, à mãe,  ao padrasto, ao irmão, à madrasta, à tia e aos primos do verdadeiro António Costa? E que, ainda por cima, foi obsequiado com presentes de Natal como se à família pertencesse?
Ele sempre há cada uma!
Não fosse haver jornais como o “I” e imagine-se só como a opinião pública andaria enganada…
Bem haja, pois, V. Exª e o seu jornal pelos altos serviços prestados à verdade e à honradez informativa.

Creia-me, com a consideração devida,
Jorge Santos
Advogado 
 ***

O cidadão comum, aquele que quer estar-ser informado, sente-se defraudado nas suas expectativas ao ouvir/ler diariamente informações falaciosas, tendenciosas, pela boca/pena de uns media que, sem ontologia nem deontologia, despejam notícias de forma cirúrgica sem certificar a sua veracidade. Nunca até hoje, se viu o chamado quarto poder tão perigosamente testa de ferro de um governo e que aliado ao poder judiciário, este com políticas pretensões executivas, parecem blindar uma realidade sobre a qual perdemos a capacidade crítica.
Quando se prendem pessoas para posterior investigação, se excedem prazos sem que haja formalização de crimes e se nega o acesso do defensor e do detido às putativas acusações, seja o caso de José Sócrates ou outro; quando uma juíza e um professor universitário escrevem em jornais, sobre matérias atuais e candentes, e se escondem atrás de pseudónimos, são sintomas duma doença grave que está a minar o país. Poder excessivo e disseminação do medo.
Medo.
Sob o medo, tudo se compra, tudo se vende, tudo se troca e quem se rebelar será amordaçado! Já não serve o grito dos anos 60/70: "Não há machado que corte a raiz ao pensamento", porque agora a luta não é ideológica, é física, é concreta, é de combate na rua onde há fome, há injustiça, há dignidades roubadas, há falta de futuro...e o número de ricos aumentou!
Foda-se!



Fogos regados a gasolina

Quando não  se tem cão,  caça-se com gato. E o tempo que não está de feição para atiçar fogos... Nanja por isso! Já o poeta bradava,...