26.6.13

“Quantas almas é preciso dar ao diabo e quantos corpos se têm de entregar no cemitério...

...para fazer um rico neste mundo.”(Aqui)

“ Não: plantai batatas, ó geração de vapor e de pó de pedra, macadamizai estradas, fazeis caminhos de ferro, construí passarolas de Ícaro, para andar a qual mais depressa, estas horas contadas de uma vida toda material, maçuda e grossa como tendes feito esta que Deus nos deu tão diferente do que a que hoje vivemos. Andai, ganha-pães, andai; reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?
(…)
Logo a nação mais feliz, não é a mais rica. Logo o princípio utilitário não é a mamona da injustiça e da reprovação. Logo...
There are more things in heaven and earth, Horatio.
Than are dreamt of in your phylosophy
A ciência deste século é uma grandessíssima tola.
E, como tal. presunçosa e cheia de orgulho dos néscios. “

Almeida Garrett, in Viagens na Minha Terra.(excertos)



2 comentários:

  1. Abordei o assunto no meu blogue.

    Apetece-me dizer asneiras, mandar 'ene' pessoas àquela parte e por aí fora.

    Vendo bem, a coisa entra num equilíbrio estranho.
    Mais ricos - entenda-se muito ricos - e mais pobres - entenda-se muito pobres.

    Balanço? Negativo, só pode.

    Beijo, L.

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  2. Só depois me apercebi que já tinha colocado um post sobre isto. E ainda aquele coiso que há dez anos foi "ressarcido" pela CGD e agora voltou à capoeira! Que ganas de asneirar!
    Já pareço o outro, só me apetece ganir...auuuuuuuuu....

    :)

    Beijo, A

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